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O Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro recebe a exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, que reúne 80 obras de 21 artistas dos estados do Pará, Acre e Amazonas. A mostra ocupa todas as salas do segundo andar do espaço e segue em cartaz até 16 de novembro, com entrada franca.
A exposição apresenta trabalhos produzidos desde a década de 1970 até os dias atuais, em suportes como pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as artistas participantes estão Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah.
O projeto é idealizado pelo Museu das Mulheres, primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres. Antes de chegar ao Rio, a mostra passou por Belém, Fortaleza e Brasília.
A diretora artística e curadora da exposição, Sissa Aneleh, afirma que a ideia surgiu de sua pesquisa de mestrado e doutorado em arte voltada para mulheres e história da arte, reunindo 16 anos de investigação. “Como historiadora da arte, considero a arte contemporânea amazônica feminina consolidada a ponto de já ser um capítulo da arte brasileira que deve ser reconhecido por sua contribuição ao Brasil”, diz.
Segundo a curadora, as obras abordam temas como artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica, indígena e afro-brasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, a arte do afeto presente na região, biografias e ancestralidades femininas. Ela explica que a seleção das artistas considerou o conjunto da obra de cada uma e sua permanência nas temáticas da cultura e do universo feminino amazônicos.
O espaço expositivo inclui um ambiente imersivo, com obras visualizadas em sala espacial com óculos 3D e visão em 360 graus, além da exibição de um filme em realidade virtual do acervo do Museu das Mulheres.
A acessibilidade é outro elemento destacado pela curadora. De acordo com Sissa Aneleh, as exposições do museu têm por padrão a garantia de acesso a todos os públicos. Na mostra, há obras táteis, audiodescrição e intérprete de Libras, além de kit de acessibilidade para o público neurodivergente e contratação de profissionais PCD e neurodiversos.
O projeto inclui ainda programação formativa, oficinas de economia criativa voltadas para mulheres e atividades educativas para crianças e jovens.
Análise WeekNews: A exposição reúne, em um único espaço, produção de três estados da região Norte e percorre um arco temporal de mais de cinco décadas, o que evidencia a consolidação de um recorte próprio dentro da arte contemporânea brasileira. A passagem por Belém, Fortaleza, Brasília e agora Rio de Janeiro indica uma circulação nacional da mostra, ampliando o alcance de obras e artistas que, segundo a curadoria, já constituem um capítulo reconhecível da produção artística do país.
Fonte: Agência Brasil.
