
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e o Ministério da Saúde lançaram nesta quinta-feira (2) a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2026. O estudo vai investigar, em mais de 140 mil domicílios, hábitos de vida, acesso e utilização de serviços de saúde, doenças crônicas e questões relacionadas à saúde do idoso. A coleta de dados começa na próxima segunda-feira (6) e será feita por meio de pesquisa domiciliar amostral, ou seja, os pesquisadores visitarão residências selecionadas em todo o país.
Em nota, o IBGE destacou que os dados são considerados fundamentais para orientar políticas públicas, apoiar a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e monitorar metas nacionais e compromissos internacionais na área. A gerente de Pesquisas de Saúde do IBGE, Marina Águas, explicou que a pesquisa é domiciliar e amostral, não censitária, e nacional, abrangendo todos os estados e regiões do Brasil. “A gente vai estar pelo Brasil como um todo. Em todos os estados, em todos os cantinhos, pode ser que vocês vejam o colete do IBGE”, afirmou.
A edição de 2026 traz inovações e aperfeiçoamentos metodológicos e operacionais. Para a população acima de 35 anos, será realizada coleta de sangue e urina para análise de biomarcadores como sódio, potássio, creatinina, colesterol, hemoglobina glicada, ácido úrico, presença de chumbo e mercúrio, além de sorologia para Chikungunya. Esses exames permitirão um diagnóstico mais preciso das condições de saúde dos brasileiros.
Marina Águas destacou que o questionário será “super amplo” e que as pesquisas por amostra permitem intensificar a investigação. “Como você não vai a todos os domicílios, eu consigo, em poucos, ter uma investigação mais profunda dos temas e mesmo assim dar uma estatística precisa para a população como um todo”, detalhou.
A PNS foi a campo pela primeira vez em 2013, com a proposta de ampliar o escopo temático dos suplementos de saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), investigados pelo IBGE até 2008. Desde então, a pesquisa se consolidou como referência nacional para o acompanhamento das desigualdades e das condições de saúde da população.
O IBGE reforçou que os resultados da PNS subsidiam ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e aprimoramento de programas públicos voltados ao bem-estar dos brasileiros. A pesquisa é considerada essencial para o planejamento de políticas de saúde pública e para o monitoramento de indicadores como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
A terceira edição da PNS ocorre em um contexto de avanços e desafios no sistema de saúde brasileiro. A inclusão de biomarcadores para a população acima de 35 anos representa um salto qualitativo na coleta de dados, permitindo análises mais detalhadas sobre doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão, além de exposição a metais pesados e infecções virais.
Os pesquisadores do IBGE estarão devidamente identificados com coletes e crachás institucionais. A participação dos moradores selecionados é voluntária, mas fundamental para a precisão dos resultados. O IBGE garante o sigilo das informações coletadas, conforme a legislação brasileira.
A expectativa é que os primeiros resultados da PNS 2026 sejam divulgados no segundo semestre de 2027. Os dados servirão de base para a formulação de políticas públicas em saúde, investimentos em infraestrutura e programas de prevenção, beneficiando toda a população brasileira.
Fonte: Agência Brasil.
