
O Brasil encerrou o segundo dia do Mundial de Bocha em Seul, na Coreia do Sul, com três medalhas nas disputas individuais. O destaque foi o potiguar José Antônio Santos, de 19 anos, que conquistou o ouro na classe BC4, destinada a atletas com deficiências severas sem opção de auxílio. Na final, ele venceu Yuk Wing Leung, de Hong Kong, por 6 a 1.
José Antônio, que tem distrofia muscular de Duchenne, doença genética que causa degeneração progressiva dos músculos, já havia feito história no ano passado ao vencer o Mundial de Jovens em Curitiba, título inédito para o país. Em outubro, ele também foi campeão da Copa América, na Colômbia.
O dia também foi positivo para Mateus Carvalho, de Minas Gerais, que ficou com a prata na classe BC3, para atletas que contam com auxílio de um calheiro. Ele chegou à final após derrotar o francês Jules Menard por 5 a 0 na semifinal, mas acabou superado pelo australiano Daniel Michel por 3 a 2 na decisão.
O cearense Maciel Santos, medalhista paralímpico, garantiu o bronze na classe BC2, para atletas sem opção de auxílio, ao vencer o chinês Zhiqiang Yan por 10 a 0 na disputa pelo terceiro lugar. Maciel já foi campeão paralímpico individual em Londres 2012 e Tóquio 2020, além de ter conquistado a prata por pares na Rio 2016.
Com os resultados desta segunda-feira (31), o Brasil superou a edição de 2022, realizada no Rio de Janeiro, quando conquistou apenas um ouro nas disputas individuais. O Mundial segue até a próxima quinta-feira (3), com as competições de pares e equipes.
Análise WeekNews: O desempenho brasileiro no Mundial de Bocha, com três medalhas em um único dia, indica uma evolução consistente da modalidade no país, especialmente com a ascensão de jovens atletas como José Antônio Santos. A combinação de experiência de nomes como Maciel Santos e a renovação representada por José Antônio sugere que o Brasil tende a se consolidar como uma potência na bocha paralímpica, o que pode ter impacto positivo em competições futuras, como os Jogos Paralímpicos.
Fonte: Agência Brasil.
