PF mira lavagem de dinheiro do PCC em operação que já bloqueou R$ 10,4 bilhões




PF mira lavagem de dinheiro do PCC em operação que já bloqueou R$ 10,4 bilhões
Fonte da imagem: Agência Brasil


A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (3) a Operação Exchange, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas. As investigações apontam que o grupo movimentou mais de R$ 10 bilhões, e a Justiça já determinou o sequestro de bens e valores que somam aproximadamente R$ 10,4 bilhões.

Cerca de 50 policiais federais cumprem 13 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão temporária em quatro cidades do estado de São Paulo: a capital, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba. A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros da PF.

Os alvos da operação são os mesmos que sofreram sanções do governo dos Estados Unidos nesta semana. De acordo com a PF, dois cidadãos brasileiros e três empresas foram acusados pelas autoridades americanas de atuar em conjunto com o Primeiro Comando da Capital (PCC), uma das maiores facções criminosas do país.

Segundo as investigações, os suspeitos utilizavam uma complexa engenharia financeira para movimentar os recursos ilícitos. Entre os métodos identificados estão transferências de criptoativos, transporte físico de valores, operações bancárias de grande monta e repasses entre pessoas físicas e jurídicas, muitas vezes com o uso de empresas de fachada.

A Operação Exchange é mais um desdobramento dos esforços da PF para sufocar as finanças do PCC. A facção, que controla rotas do tráfico de drogas dentro e fora do Brasil, depende de sofisticados esquemas de lavagem de dinheiro para ocultar a origem dos lucros obtidos com o crime.

As sanções impostas pelos Estados Unidos, anunciadas ainda nesta semana, incluíram o bloqueio de ativos e a proibição de transações financeiras com os investigados. A medida americana, somada à ação da PF, representa um golpe significativo contra a estrutura financeira da organização criminosa.

A Justiça brasileira também autorizou o sequestro de bens e valores dos investigados, medida que visa garantir o ressarcimento dos danos causados e impedir que os recursos continuem sendo usados para alimentar as atividades criminosas. O montante bloqueado, de R$ 10,4 bilhões, é um dos maiores já registrados em operações do tipo no país.

A PF não divulgou os nomes dos presos nem das empresas envolvidas, mas informou que as investigações continuam em andamento. A operação recebeu o nome de Exchange em referência às trocas de criptomoedas, um dos principais mecanismos utilizados pelo grupo para lavar o dinheiro.

Até o momento, não há informações sobre o número de pessoas efetivamente detidas, já que os mandados ainda estão sendo cumpridos. A PF também não descarta novas fases da operação, à medida que novos elementos surgirem durante as análises do material apreendido.

A população pode contribuir com denúncias anônimas por meio do Disque Denúncia da PF, pelo telefone 194, ou diretamente nas delegacias da Polícia Federal em todo o país.

Fonte: Agência Brasil.

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