
A região de Ribeirão Preto, no interior paulista, ainda enfrenta graves consequências do forte temporal que atingiu a área na madrugada da última sexta-feira (24). Neste domingo (26), milhares de residências continuam sem energia elétrica, e a concessionária CPFL Paulista trabalha na reconstrução de 54 torres de transmissão e na substituição de mais de 250 postes danificados.
De acordo com boletim divulgado pela CPFL Paulista às 6h deste domingo, 2% das casas afetadas em Ribeirão Preto ainda estavam sem luz. Nas cidades vizinhas de Taquaritinga, Dumont e Guariba, cerca de 15 mil residências permaneciam sem energia. A situação é mais crítica em Guariba, onde 13 mil casas continuam no escuro.
O temporal, que atingiu a região com chuvas intensas, rajadas de vento de até 70 km/h e descargas atmosféricas, causou danos significativos à infraestrutura urbana. Segundo a Defesa Civil Nacional, uma pessoa morreu após uma estrutura cair sobre sua residência, e outra ficou ferida em um desabamento. Até sábado (25), eram registradas 370 famílias desalojadas e duas famílias desabrigadas.
O Corpo de Bombeiros atendeu aproximadamente 250 ocorrências relacionadas ao desastre. Foram registrados destelhamentos, quedas de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica, comprometimento no abastecimento de água, bloqueios de vias públicas e danos em unidades de saúde e demais edificações públicas.
Na área da educação, a prefeitura de Ribeirão Preto informou que 41 escolas sofreram danos estruturais, sendo cinco delas com severidade. Na saúde, 29 prédios foram atingidos, incluindo 20 unidades básicas de saúde (UBS). Segundo a administração municipal, os recursos necessários para a reconstrução dos prédios públicos superam o disponível no orçamento da cidade.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, esteve em Ribeirão Preto neste sábado (25) e anunciou que, com o reconhecimento do Estado de Emergência dos municípios da região, o governo federal iniciará os aportes às prefeituras para a reconstrução das áreas afetadas. Serão destinados recursos para ajuda humanitária, incluindo alimentos, colchões, kits de limpeza e kits dormitório, além da reconstrução de prédios públicos e moradias civis.
Alckmin também informou que as famílias afetadas pelo temporal poderão solicitar na Caixa Econômica Federal a liberação de 50% dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “O governo não manda a cesta de alimentos, não manda o colchão, ele manda o dinheiro e deposita para a prefeitura. Quem faz as compras é o município”, destacou o vice-presidente.
A CPFL Paulista segue concentrando esforços na reconstrução das torres de transmissão e na substituição dos postes danificados, mas ainda não há previsão para a normalização total do fornecimento de energia em toda a região. A Defesa Civil e a prefeitura continuam monitorando a situação e prestando assistência às famílias afetadas.
Fonte: Agência Brasil.
